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Quarta, 06 Setembro 2017 13:23

Torres para Telecomunicações: 5 verdades que ninguém nunca contou a você sobre a falta de confiabilidade desse mercado

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Confira pontos considerar para acertar na escolha do seu fabricante de torres para telecomunicações.

       A infraestrutura para Telecomunicações é formada por sistemas intrínsecos ao funcionamento dos equipamentos de transmissão e comutação. As Torres para Telecomunicações são as bases fundamentais desses sistemas, por terem como função principal dar sustentação às antenas. A base atual de infraestrutura no Brasil é formada por 86 mil torres para telefonia móvel, fora a telefonia fixa, que contempla rádios, TV e internet. Segundo a indústria, necessitamos de mais que o dobro para atender a toda demanda já existente.

       Porém, convivemos hoje com alguns problemas que freiam este crescimento de nossa infraestrutura de Torres para Telecomunicações. Um deles é a dificuldade de obter licenças municipais para implantações. Apesar de haver uma lei federal acima, os municípios utilizam regras próprias para conceder alvarás. E a burocracia ainda é um complicador que impacta neste desenvolvimento. Outro desafio é a carência de fornecedores de qualidade, que devem se enquadrar, especialmente, no atendimento às especificações nacionais e regionais.

Falando em infraestrutura para Torres para Telecomunicações, listamos 5 verdades que ninguém nunca contou a você sobre a falta de confiabilidade desse mercado:


1- Procedência da matéria-prima: muitas empresas de fabricação de torres trabalham com aço sem a certificação de origem emitida pelo fornecedor, adquirindo materiais de origem duvidosa ou desconhecida. Certamente a qualidade desta matéria base influencia diretamente, tanto na segurança, quanto em durabilidade.

2- Projetos fora das especificações: características regionais são, por muitas vezes, mais difíceis de contornar que as próprias solicitações de legislação. Muitas empresas fabricantes de torres não estão aptas a lidar com as diversidades climáticas e geográficas de cada região, sugerindo projetos generalistas, em contextos que exigem personalização.

3- Dimensionamento dos projetos: algumas empresas fabricantes de torres trabalham com padrões próprios de dimensionamento, que não seguem as normas internacionais, nem as brasileiras. Isso torna os projetos questionáveis. Com pesos menores, e orçamentos consequentemente mais baixos, os projetos não apresentam confiabilidade em termos de segurança e durabilidade.

4- Montagem e implantação: a fundação é uma das etapas mais importantes de qualquer projeto de torres. Além da adequação às características de cada solo, precisa considerar as especificidades da torre em si, garantindo a sustentação das cargas dimensionadas. Além de não estarem aptas a seguir e executar as projeções técnicas com integridade, muitas empresas não possuem equipes de implantação e montagem com capacitação e treinamento para respeitar normas básicas de segurança deste segmento, especialmente com relação à utilização correta dos EPIs e EPCs.

5- Segurança e Manutenção das Torres: alguns fabricantes de torres não resguardam a instalação de equipamentos como sistema balizamento, iluminação e trava-quedas. Além de resguardarem as torres, aumentando sua vida útil, são elementos fundamentais para os processos de manutenção. É bom pensar sempre que uma torre nova, com garantia de 1 a 2 anos, pode durar até 50 anos se respeitado um bom cronograma de manutenções.

       Esses são apenas alguns dos pontos que podem levar o seu projeto de instalação isolada, ou abertura de um novo site, a não alcançar o sucesso desejado. Investigar a qualificação técnica do fornecedor fabricante de Torres para Telecomunicações é um dos investimentos de tempo mais importantes desse mercado. Procure sempre solicitar alguns projetos de torres já executadas e dimensionamentos de cálculos estruturais.

       Se você gostou desse conteúdo sobre pontos considerar para acertar na escolha do seu fabricante de torres para telecomunicações, também pode gostar dos nossos próximos artigos em pauta. Assine a newsletter do Grupo SAN para receber em primeira mão. Até lá!

 

Fonte: Reynaldo Abujamra

Última modificação em Quarta, 29 Novembro 2017 13:42

2 comentários

  • Link do comentário Sergio A. Nascimento Sábado, 11 Novembro 2017 14:06 postado por Sergio A. Nascimento

    Alvaro, nós engenheiros comprometidos com a boa prática da engenharia sentimos muito a diluição desse mercado. Vou compartilhar uma breve história, em 1996 iniciei a minha caminhada de prestação de serviços, ainda funcionário de uma grande empresa de torres, propus sair e me tornar um fornecedor de projetos de torres e de 96 a 98 eu recebia em reais o dobro do valor por projeto que HOJE o mercado paga. Depois de 1997 com a privatização das Teles, os preços despencaram: projetos, torres, infraestrutura, tudo. Ocorre o aumento do aço, o aumento salarial a cada ano, mas o preço R$/Kg não sofre alteração para cima, mas sim para baixo. É incrível, mas é a realidade, cada vez mais uma empresa fabricante de torres é criada no mercado e pratica preços inexequíveis. As licitações públicas viraram uma vergonha, pois o critério técnico ficou completamente de lado, o que simplesmente importa é o menor preço. Pergunto, como fica a qualidade?
    Este artigo proposto neste blog é um alerta, um breve desabafo. Compreendo seu comentário.

  • Link do comentário Alvaro Luiz Werner Quarta, 08 Novembro 2017 20:20 postado por Alvaro Luiz Werner

    Passei anos me dedicando ao projeto de Torres metálicas devo ter mais de mil no acervo, mas esbarramos em muitos problemas o contratante já te dá o valor máximo que está disposto a pagar, kg de aço na torre baixíssimo, péssimos pagadores em geral, estudei e muito esta área torres e fundações, tenho visto cada coisa, há poucos dias me caiu uma tese em que o projetista dando carteiraço analisava esforços de compressão e tração nos blocos dos estais, tração e compressão no bloco central de uma torre estaiada, agora acho que o mercado de torres está extremamente retraído .

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